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Vila Real de Santo António - Praça Marquês de Pombal e o Pelourinho

 

 

É o principal largo da cidade, tendo sido delineado pelo Arquitecto Principal da Corte, o Capitão Reinaldo Manuel dos Santos. Os seus quatro lados, hoje ornados com árvores, mais precisamente laranjeiras, sob as quais a Câmara Municipal tem colocado assentos, tornam a Praça um ponto de atracção e uma visão refrescante, mesmo no calor do Verão. Ao centro deste largo, ergue-se o famoso Obelisco. À sua frente, no lado Norte, fica a Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, o único templo da paróquia. Quando da sua construção, a praça foi designada por Praça Real, passando posteriormente a designar-se Praça do Comércio. Actualmente, nos registos da Câmara Municipal, tem o nome de Praça Marquês de Pombal, em memória ao fundador da vila. A Praça Marquês de Pombal é um largo espaçoso, perfeitamente quadrado, tendo cada um dos lagos precisamente 330 palmos de 22 centímetros. São estas características de espaço amplo e ordenado que fazem com que esta Praça seja o local de eleição para a realização de eventos de animação e outros para os quais se prevê grande concurso de público. Um factor que contribui certamente para fazer com que, ainda hoje, todos os caminhos da vida da Cidade venham dar a este largo no coração da Zona Histórica.

 

Construído para simbolizar o poder do Rei D. José I, o Obelisco domina a Zona Histórica, ergendo-se precisamente no centro da Praça Marquês de Pombal. A cerimónia da sua abertura ao público, a 13 de Maio de 1776, foi também uma demonstração do poder das autoridades, de cuja vontade acabava de nascer uma nova vila, que se erguia como um desafio a Espanha e que teve os seus principais edifícios construídos em tempo record. Pelas cinco horas da tarde de 13 de Maio de 1776, as tropas vindas de Tavira reuniram em volta da Praça Real, semeada de flores, e juntaram-se nas escadas do Obelisco, tocando as suas trmpas e mais instrumentos bélicos e musicais. Ao mesmo tempo, o General D. José Francisco de Costa e Sousa, Capitão General do Reino do Algarve, apareceu à janela e descobriu a coroa imperial que encima o Obelisco. O monumento foi mandado construir pelo comércio das pescarias, actividade que detinha já uma notável prosperidade, que seria a base da riqueza da vila nas décadas seguintes.

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